# Roteiro de narração — IST-M1C2-02

## 1. Autoconhecimento crítico
Reconhecer valores pessoais, tabus e pontos cegos é uma etapa clínica. Quando o profissional percebe o próprio desconforto, pode evitar que julgamentos morais apareçam na linguagem, no tom de voz ou na seleção das perguntas. O objetivo não é eliminar emoções, mas reconhecê-las antes que interfiram na conduta.

## 2. Autorregulação
Atendimentos relacionados às ISTs podem envolver negação, medo, raiva ou desespero. Autorregular-se significa manter presença, clareza e neutralidade técnica, sem responder de modo defensivo. Essa estabilidade cria condições para que a pessoa continue falando e compreenda as orientações.

## 3. Resiliência
Resiliência permite sustentar o cuidado quando a conversa é difícil ou quando a adesão não ocorre imediatamente. Em vez de interpretar resistência como afronta, o profissional reavalia barreiras, mantém limites e procura uma possibilidade de continuidade.

## 4. Empatia terapêutica
Empatia terapêutica é buscar compreender a perspectiva da pessoa sem presumir que se conhece exatamente o que ela sente. Medo, culpa e isolamento podem orientar decisões e precisam ser explorados com respeito, sem perder o foco clínico.

## 5. Habilidades sociais e integração
Assertividade, escuta e negociação permitem orientar sem coerção. As cinco competências não funcionam isoladamente: elas se combinam para reduzir pontos cegos, proteger a relação terapêutica e transformar informação técnica em uma decisão possível.
