IST-M3C2-04

Prescrição rastreável: o que conferir

Infográfico estático ilustrado: quatro evidências precisam formar uma cadeia coerente antes de o documento ser liberado.

Mãos sem adornos conferem o protocolo institucional em mesa clínica
1

Protocolo aplicado

Identifique qual programa, rotina ou protocolo sustenta a prescrição e confirme se a versão está vigente e se contempla a situação avaliada. Citar uma norma genericamente não demonstra que ela foi realmente aplicada.

Evidência esperada: referência normativa identificável e relação clara entre os critérios do protocolo e a decisão clínica.

Profissional sem adornos preenche a identificação em documento clínico sem dados legíveis
2

Autoria profissional

O documento precisa permitir reconhecer inequivocamente quem assumiu a decisão. Nome, categoria e inscrição profissional devem seguir o padrão institucional, sem ambiguidades ou campos incompletos.

Evidência esperada: autoria vinculada ao profissional responsável e compatível com o registro da consulta.

Mãos sem adornos validam documento clínico em sistema institucional genérico
3

Assinatura válida

A assinatura física ou digital confirma a autoria e a integridade do documento conforme a regra aplicável. Uma imagem inserida ou um campo preenchido sem mecanismo de autenticação não deve ser presumido como assinatura válida.

Evidência esperada: assinatura no padrão aceito pela instituição, associada ao profissional e ao documento correto.

Profissional sem adornos registra avaliação e orientação em prontuário após a consulta
4

Coerência com o prontuário

A prescrição deve corresponder à avaliação realizada. Dados relevantes, raciocínio, conduta, orientações, sinais de alerta e seguimento precisam permitir compreender por que aquela decisão foi tomada.

Evidência esperada: encadeamento entre avaliação, decisão, orientação e plano de continuidade.

A cadeia de rastreabilidade

Fundamento → autoria → autenticação → coerência clínica. A ausência de qualquer elo reduz a capacidade de explicar, verificar e acompanhar a decisão. A checagem documental não substitui a avaliação clínica nem amplia o escopo do protocolo.