HQ interativa com caso completo. Leia cada quadro, avance e responda às decisões quando aparecerem. Todas as alternativas — certas e erradas — recebem um feedback completo.
Cena 1 de 5
Pedro coordena uma campanha de testagem e orientação sobre ISTs em uma praça do bairro. A equipe já fez o diagnóstico situacional e sabe que a comunidade tem baixa procura por testagem, sobretudo entre os mais jovens.
Cena 2 de 5
A equipe de comunicação apresenta duas propostas de cartaz para a campanha: uma alerta sobre "os riscos de não se testar", com tom de urgência e consequência; outra convida a comunidade a "conhecer, testar e cuidar", com tom informativo e acolhedor.
Decisão 1 — Qual proposta de mensagem Pedro deve escolher para a campanha?
Essa escolha está correta. Campanhas eficazes são construídas com o público e mostram soluções possíveis, não apenas riscos e proibições — uma mensagem convidativa e informativa tende a aproximar justamente o público jovem que hoje procura pouco a testagem.
O tom de alerta e consequência reproduz a lógica do medo que este módulo já identificou como pouco eficaz para mudança de comportamento — ele pode até chamar atenção, mas raramente sustenta adesão real a uma prática de cuidado.
Para decisões futuras, sempre que a comunicação de uma campanha estiver em jogo, priorize mensagens inclusivas e propositivas, verificando se elas foram pensadas com o público, não apenas para ele.
Essa escolha precisa ser revista. Aumentar a urgência percebida por meio do medo tende a produzir evitação, não procura — pessoas expostas a mensagens de risco e culpa frequentemente se afastam do serviço em vez de se aproximar dele.
Na prática, isso é especialmente relevante para o público jovem que a campanha busca alcançar: a baixa procura já identificada no diagnóstico situacional dificilmente será revertida por uma mensagem que reforça constrangimento.
A orientação transferível é: substituir mensagens de alerta e consequência por mensagens inclusivas, acessíveis e não proibitivas, construídas a partir do que a própria comunidade relata sobre suas barreiras.
Cena 3 de 5
Com a mensagem convidativa, a procura pela tenda de testagem aumenta visivelmente, incluindo pessoas jovens que antes evitavam esse tipo de ação. A equipe registra o movimento em fotos para o relatório da campanha.
Cena 4 de 5
Pedro quer divulgar o sucesso da campanha nas redes sociais do serviço. Entre as fotos, há registros com pessoas sendo testadas na tenda, com os rostos visíveis — algumas dessas pessoas já autorizaram verbalmente o uso da imagem.
Decisão 2 — Qual conduta é mais coerente com os limites da presença digital da Enfermagem?
Essa conduta está correta. O material estabelece que pacientes não devem ser expostos em publicações desse tipo, mesmo com autorização — o contexto de ISTs exige uma proteção de privacidade reforçada, que vai além do consentimento pontual dado no calor do momento.
Divulgar registros gerais da ação — a tenda, os materiais, o movimento da praça — já comunica o sucesso da campanha sem depender da identificação de quem foi atendido ali.
Para decisões futuras, trate a presença digital da Enfermagem sempre como uma extensão do cuidado clínico: qualquer publicação deve preservar o sigilo e a privacidade de quem foi atendido, independentemente da autorização informal recebida no momento.
Essa conduta precisa ser revista. Uma autorização verbal, dada no calor de uma ação de rua, não substitui a proteção reforçada de privacidade que o contexto de ISTs exige — a pessoa pode não ter dimensionado, naquele momento, o alcance de uma publicação em rede social.
Na prática, expor o rosto de alguém associado a uma ação de testagem de ISTs pode gerar constrangimento e até discriminação, mesmo com boas intenções da equipe ao divulgar o sucesso da campanha.
A orientação transferível é: presença digital em saúde nunca expõe pacientes, mesmo com autorização — o sucesso de uma ação pode ser mostrado de outras formas, sem identificar quem foi atendido.
Cena 5 de 5 — Fechamento
O caso de Pedro reúne dois raciocínios centrais deste módulo: campanhas de alto impacto são construídas com a comunidade, com mensagens inclusivas e sem apelo ao medo; e a presença digital da Enfermagem é sempre uma extensão do cuidado clínico, que nunca expõe pacientes, mesmo com autorização.
Decisões tomadas neste caso: