Responda cada questão. Alternativas incorretas mostram feedback e permitem nova tentativa (REFAÇA); a alternativa correta libera CONCLUIR e avança para a próxima questão.
Questão 1 de 5
Uma gestante com coinfecção e vulnerabilidade social falta a consultas agendadas.
Qual ferramenta organiza o cuidado compartilhado nesse caso?
A. Essa é a conduta correta: reconhece que o PTS integra diagnóstico ampliado, metas compartilhadas, responsabilidades definidas e reavaliação periódica exatamente para casos como esse, em que necessidades clínicas e psicossociais se somam. O princípio central é que o PTS organiza esses quatro elementos em um plano compartilhado e revisável.
B. Reconhece a urgência de responder às faltas da gestante, mas dispensar o protocolo e o registro da decisão contraria a exigência de que toda coordenação de caso complexo tenha fundamento e rastreabilidade. O princípio a aplicar é que mesmo diante de vulnerabilidade social, a decisão precisa ser explicável, documentada e reavaliada.
C. Reconhece a complexidade real do caso, mas transformar essa complexidade em justificativa para não orientar a gestante agora deixa de responder às faltas às consultas que já estão ocorrendo. O princípio a aplicar é que a equipe deve buscar a pessoa, orientar e organizar os próximos passos, não adiar toda a orientação.
D. Reconhece a utilidade de um padrão de conduta, mas ignora que a complexidade do caso e a vulnerabilidade social desta gestante específica modificam o plano de cuidado necessário. O princípio a aplicar é que a coordenação de caso responde às necessidades concretas de cada pessoa, não uma conduta fixa.
Questão 2 de 5
A Atenção Primária à Saúde encaminha uma gestante ao serviço de alto risco.
O que deve acompanhar a pessoa nesse encaminhamento?
A. Essa é a conduta correta: reconhece que o encaminhamento precisa comunicar história, condutas, riscos e objetivo, e que encaminhar sem essa informação cria um vazio assistencial para a pessoa. O princípio central é que a referência exige comunicação robusta para que o ponto de destino continue o cuidado com segurança.
B. Reconhece que o encaminhamento pode parecer um procedimento de rotina, mas dispensar o protocolo e o registro mesmo em um encaminhamento de rotina compromete a rastreabilidade da decisão. O princípio a aplicar é que toda referência exige fundamento, registro e fluxo institucional, independentemente da rotina.
C. Reconhece a importância de reduzir incertezas antes de agir, mas adiar toda orientação à pessoa encaminhada deixa de organizar os próximos passos que ela precisa seguir desde já. O princípio a aplicar é que a equipe deve orientar a pessoa e organizar os próximos passos no momento do encaminhamento, não adiar toda a orientação.
D. Reconhece a utilidade de um fluxo padronizado de encaminhamento, mas ignora que a densidade do serviço de destino e a complexidade do caso modificam o que precisa acompanhar cada encaminhamento específico. O princípio a aplicar é que o conteúdo do encaminhamento varia conforme o contexto, não uma conduta fixa.
Questão 3 de 5
O serviço de especialidade não devolve informações à Atenção Primária à Saúde após o atendimento.
Qual é a principal consequência dessa ausência de contrarreferência?
A. Essa é a consequência correta: reconhece que a comunicação de retorno sustenta a coordenação do cuidado, e que sem ela a APS perde a capacidade de acompanhar longitudinalmente a pessoa. O princípio central é que a APS retoma o acompanhamento a partir do retorno recebido — sem contrarreferência, esse retorno simplesmente não acontece.
B. Reconhece que a falha na contrarreferência é um problema do serviço de especialidade, mas isso não dispensa a APS de manter fundamento, registro e fluxo institucional na própria conduta diante dessa falha. O princípio a aplicar é que mesmo diante de falha alheia, a conduta da equipe exige fundamento e registro.
C. Reconhece a incerteza gerada pela ausência de retorno da especialidade, mas adiar toda orientação à pessoa atendida deixa de responder a uma situação que já está comprometendo seu acompanhamento. O princípio a aplicar é que a equipe deve buscar ativamente a informação e organizar os próximos passos, não adiar toda a orientação.
D. Reconhece a utilidade de manter um padrão de conduta, mas ignora que a ausência de contrarreferência modifica diretamente a capacidade de acompanhamento longitudinal dessa pessoa específica. O princípio a aplicar é que a resposta da equipe precisa considerar o impacto real da falha de comunicação no caso concreto.
Questão 4 de 5
Uma gestante autoriza a equipe a apoiar a comunicação do diagnóstico à parceria sexual.
Qual estratégia é coerente com essa autorização?
A. Essa é a estratégia coerente: reconhece que, mesmo com autorização, a abordagem precisa reduzir barreiras de acesso à parceria sem expor desnecessariamente o diagnóstico da gestante. O princípio central é que a comunicação assistida existe para apoiar, não substituir, o cuidado com a confidencialidade da pessoa atendida.
B. Reconhece que a autorização da gestante facilita a comunicação com a parceria, mas essa autorização não dispensa a equipe de seguir fundamento, registro e fluxo institucional na comunicação. O princípio a aplicar é que toda comunicação assistida exige o mesmo cuidado de registro, mesmo quando autorizada.
C. Reconhece a sensibilidade do tema, mas adiar toda orientação diante de uma autorização já dada pela gestante deixa de aproveitar uma janela de comunicação que ela mesma habilitou. O princípio a aplicar é que a equipe deve orientar com cuidado e organizar os próximos passos assim que a autorização existir, não adiar toda a orientação.
D. Reconhece a utilidade de um roteiro comum de comunicação, mas ignora que a autorização da pessoa atendida e a necessidade de sigilo modificam a estratégia adequada em cada situação. O princípio a aplicar é que a estratégia de comunicação com parceria depende da autorização concreta dada, não uma conduta fixa.
Questão 5 de 5
Um Agente Comunitário de Saúde visita o domicílio de uma gestante que faltou a uma consulta.
Qual limite ético deve ser mantido nessa busca ativa?
A. Esse é o limite correto: reconhece que a busca ativa não suspende o sigilo sobre o diagnóstico da pessoa buscada, mesmo em contato domiciliar com familiares presentes. O princípio central é que nenhuma estratégia de busca ativa autoriza revelar diagnóstico a terceiros — a comunicação deve usar mensagem neutra.
B. Reconhece a urgência de reduzir faltas às consultas, mas dispensar protocolo e registro mesmo em uma visita domiciliar compromete a rastreabilidade da conduta da equipe. O princípio a aplicar é que toda busca ativa exige fundamento, registro e fluxo institucional, mesmo no território.
C. Reconhece a delicadeza da situação domiciliar, mas adiar toda orientação diante de uma gestante faltosa deixa de reduzir o risco que a própria falta às consultas já representa. O princípio a aplicar é que a equipe deve buscar ativamente e orientar, reduzindo riscos, não adiar toda a orientação.
D. Reconhece a utilidade de um roteiro padrão de busca ativa, mas ignora que o contexto domiciliar e a necessidade de sigilo modificam a forma de conduzir cada busca específica. O princípio a aplicar é que a forma da busca ativa se adapta ao contexto e à necessidade de sigilo, não uma conduta fixa.
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